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Jogando para emagrecer
Segundo a organização internacional da obesidade, o número de pessoas acima do peso está aumentando e conseqüentemente o número de doenças relacionadas à obesidade também está. Dados atuais estimam que 17% da população mundial está com excesso de peso ou obeso. Nos Estados Unidos, o estilo de vida sedentário é responsável por 12% das mortes e por um terço aproximadamente de todos os óbitos causados por doenças cardíacas, câncer de cólon e diabetes. Por aqui, quase 40 milhões de brasileiros adultos estão acima do peso. Segundo o IBGE, a maior parte do gasto público está ligada ao excesso de peso e a obesidade, porque essa doença está associada às principais causas de morte hoje, como infarto, diabetes, hipertensão e arteroesclerose. Bom, você deve estar se perguntando aonde é que o squash se encaixa nisso tudo? Numa sociedade onde não há tempo para se alimentar corretamente e tão pouco para ficar horas e mais horas se exercitando, falta segurança nas ruas e parques, pouco tem condições de pagar uma boa academia e quando chega o inverno, muitos acabam querendo dormir mais um pouquinho. Qual esporte se adapta melhor a todos esses obstáculos? O squash. Nada como jogar uma bolinha de manhã ou na hora de almoço e ainda gastar umas 500 calorias em 30 ou 40 minutos. Como eu posso emagrecer jogando squash? Antigamente nas academias, acreditava-se que a gordura se tornaria a principal fonte energética após 20 ou 30 minutos de atividade moderada e contínua. Estudo realizado por Newsholme, et al. enfatiza que o predomínio da gordura (ácidos graxos) só ocorrerá depois de horas e horas na esteira. Para se ter uma idéia, um indivíduo que compete em ultramaratonas (80km) irá utilizar 60% de ácidos graxos. Independentemente da atividade que for realizada, em sua grande maioria a predominância será sempre de carboidratos e glicogênio (carboidrato de reserva). Todavia, quando uma pessoa utiliza essas fontes de energia, nosso organismo fica sem “recursos” para repor esses nutrientes. A partir daí, a gordura será a fornecedora destes “recursos” e liberará energia para que o nosso organismo “reabasteça” os estoques de glicogênio. Portanto iremos utilizar gordura do mesmo jeito e iremos emagrecer. O conceito atual de perda de peso prioriza o gasto calórico, e não mais essa divisão de gastos entre carboidratos e gorduras. Isto é, devemos nos preocupar com a seguinte relação: Se a quantidade de calorias no final do dia for positiva, Isto é, se você ingeriu mais calorias do que utilizou, você irá engordar. Agora se o número de calorias no final do dia for negativo, você terá emagrecido. Atualmente a fórmula mais recomendada para quantificar os riscos à saúde do homem e da mulher é a RCQ (relação cintura-quadril): R = Circunferência da cintura / Circunferência do quadril Procedimento: Por intermédio de uma fita métrica, aferir a circunferência do abdômen na altura do umbigo. A fita não deve estar dobrada e nem muito apertada. Coletar o valor em cm. Logo depois, meça a circunferência do quadril. Posicione na maior circunferência das nádegas e colete a medida em cm. Coloque esses valores na fórmula acima e utilize a tabela para verificar a sua classificação.
A partir daí, nós devemos nos concentrar em dois itens: alimentação e atividade física. Quanto mais caloria nós gastarmos ao longo do dia, melhor. |
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